DESAFIO ENERGÉTICO
A eletricidade é o principal fator crítico na mineração de Bitcoin, não apenas como um insumo operacional, mas como um determinante direto da rentabilidade, sustentabilidade e competitividade de qualquer operação de mineração.
Problemas globais a serem resolvidos
- Os altos custos de energia impactam negativamente a rentabilidade da mineração de Bitcoin, visto que aproximadamente 60% do custo da mineração de Bitcoin provém da eletricidade.
Em muitos países (EUA, Europa, Ásia), os custos de energia situam-se entre 0,07 e 0,15 USD/kWh, o que pressiona a rentabilidade devido aos elevados custos operacionais, levando ao encerramento das operações durante os ciclos de baixa do BTC.
No Chile, o custo da energia para residências é próximo de 0,3 USD/kWh e para a energia industrial é em torno de 0,08 USD/kWh.
O Bitcoin é visto como poluente; a mineração digital depende fortemente de combustíveis fósseis, razão pela qual tem recebido inúmeras críticas devido à sua pegada de carbono global.
Consideremos que a rede blockchain do Bitcoin (aproximadamente 180 terawatts-hora, TW/h) consome mais energia do que muitos países industrializados do mundo, como Argentina, Chile, Peru, Suíça, Holanda, Noruega, Polônia, Finlândia, Egito, entre outros, o que sublinha a urgência da migração para fontes de energia limpa.
Investidores e fundos enfrentam barreiras técnicas, regulatórias e de gestão para operar a mineração de forma eficiente, lucrativa e sustentável.
A alta concentração geográfica da mineração global em poucos países (principalmente EUA, China e Cazaquistão) cria riscos regulatórios, políticos e de centralização para a rede Bitcoin. Portanto, é necessário diversificar a infraestrutura de mineração para regiões com energia limpa, estabilidade jurídica e custos competitivos, como Paraguai, Finlândia, Hong Kong e Argentina.
Esses problemas se manifestam em diversas dimensões:
1. Os custos de energia representam entre 50% e 70% do custo total da mineração de Bitcoin.
A mineração de Bitcoin é um processo que consome muita energia.
Os dispositivos ASIC convertem eletricidade em poder computacional, portanto, cada kWh consumido impacta diretamente a conta de luz.
Se o custo por kWh for elevado, a operação rapidamente se torna inviável, especialmente quando:
Em países onde o custo da eletricidade varia entre 0,07 e 0,14 USD/kWh, muitas operações funcionam no limite do ponto de equilíbrio.
2. Volatilidade dos preços da energia
Os mineradores não controlam o preço da eletricidade.
Aumentos repentinos nas tarifas de eletricidade ou restrições sazonais podem eliminar a rentabilidade da noite para o dia.
Isso cria um ambiente de grande incerteza financeira.
3. Restrições Regulatórias e Ambientais
Em alguns países, a mineração de Bitcoin é:
Globalmente, a pressão para reduzir a pegada de carbono do setor está aumentando, forçando uma mudança para fontes renováveis, frequentemente com investimentos iniciais muito elevados.
4. Concorrência Global e Eficiência Energética
Globalmente, as mineradoras competem pela eficiência energética.
Aqueles que têm acesso a energia mais barata (por exemplo, energia hidrelétrica no Canadá, gás associado nos EUA, energia geotérmica na Islândia ou energia solar em áreas desérticas) dominam a rede elétrica e mantêm margens de lucro mais elevadas.
Aqueles que não têm acesso a eletricidade barata simplesmente ficam de fora do mercado.
5. Risco Operacional: Tempo de Inatividade
Variações, interrupções ou má qualidade do fornecimento:
A estabilidade de uma operação de mineração depende da estabilidade de sua fonte de energia.
6. Resumo para ter em mente
A eletricidade é o cerne do problema na mineração de Bitcoin porque determina:
É por isso que nós, mineiros, estamos em busca de energia:
Barata
Estável
Renovável
Abundante
Previsível
